Educadores estimulam o ‘Protagonismo Juvenil no Século XXI’ durante o festival MUSICASA 2016


A educadora Ana Paula Rotundo abraça e beija cada uma das adolescentes que se apresentaram no MUSICASA, no Sesc Santo Amaro, dia 14 de setembro

A educadora Ana Paula Rotundo abraça e beija cada uma das adolescentes que se apresentaram no MUSICASA, no Sesc Santo Amaro, dia 14 de setembro

Ana Paula Rotundo, educadora do Projeto Guri, abraçou cada uma das adolescentes da Fundação CASA Chiquinha Gonzaga que se apresentaram no dia 14 de setembro, no teatro do SESC Santo Amaro, em São Paulo. No mesmo dia, João Ferreira, da Fundação CASA Jacareí, fez questão de frisar que seus alunos representam a ‘tropa de elite da música’. Sara Ferreira, coordenadora de dois polos, aceitou o desafio dos garotos de cantar um rap ao lado deles. Em nome de seus alunos, Allan Azevedo sugeriu que o evento fosse semestral, tamanho o empenho dos garotos. Vagner Paulo da Silva, agente educacional da Fundação, também contribuiu com a batucada, pois acredita que ‘a música faz toda a diferença na vida dos adolescentes’.  Foi assim, orgulhosos de seus ‘artistas’, que os educadores do Projeto Guri estimularam o Protagonismo Juvenil no Século XXI, tema do MUSICASA – festival de música que envolve os centros socioeducativos de todas regiões do Estado de São Paulo.

Na plateia, os adolescentes assistiram uns aos outros. Como qualquer jovem, os garotos são curiosos, vibrantes e fazem pose para as fotos. Aliás, para a maioria, essa é a chance de apreciar um teatro pela primeira vez na vida.

O MUSICASA é promovido pela Gerência de Arte e Cultura (GAC) da Fundação CASA e tem como objetivo estimular a criatividade na linguagem musical e promover a interação e troca de experiências entre adolescentes de diferentes centros socioeducativos. Em 2016, o evento tem a participação de aproximadamente 700 adolescentes de 58 Fundações. A primeira apresentação do ano ocorreu no dia 1º de setembro, no Teatro Municipal de Botucatu, em Botucatu/SP. Em todas as apresentações, cada jovem recebe um certificado de participação no festival.

No dia 14 de setembro, o mestre de cerimônias foi o músico DÖ MC, ex-arte educador do CEDAP – Centro de Educação e Assessoria Popular, instituição que, como o Guri, é parceira da Fundação CASA. Convidado para exercer a função pela segunda vez, o rapper cantou músicas com temas como periferia, violência, otimismo e a importância de seguir em frente, como por exemplo no refrão “se não pode fazer tudo, faça tudo que puder”. O destaque, entretanto, foi a lista de agradecimentos em que o músico rimou os nomes de todos os adolescentes, educadores e instituições presentes com as situações do cotidiano. DÖ aproveitou a oportunidade para fazer música, inclusive, sobre o atraso de duas turmas e a apresentação de uma das adolescentes, convidada a subir ao palco e improvisar ao seu lado.

A turma de canto coral da Fundação CASA Chiquinha Gonzaga foi a primeira a se apresentar no palco do MUSICASA 2016 naquela tarde. As meninas interpretaram o clássico Casinha Branca (Gilson), Não É Sério (Charlie Borwn Jr.), Malokeragem (rap de autoria de duas jovens da unidade) e Recado (Gonzaguinha). A educadora Ana Paula Rotundo regeu, cantou junto, dançou e convidou o público para acompanhar as adolescentes com palmas.

“A música tem o poder de modificar. Assim como o conteúdo de um livro, um bom filme, uma peça de teatro. A gente fica melhor”, disse Wellington Araújo, Gerente de Arte e Cultura da Fundação CASA. Araújo fez um discurso alinhado com a fala dos educadores, parabenizando os garotos e valorizando a sua arte.

Confira alguns momentos do MUSICASA, dia 14 de setembro, no Sesc Santo Amaro: