A inclusão na Amigos do Guri valoriza a habilidade individual e promove a evolução coletiva


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Auxiliar do Polo Itápolis, Gabriela Burssonaro recebe instruções
em Libras da educadora Mariele Correa

A Amigos do Guri cumpre 100% da cota determinada pelo Ministério do Trabalho para contratação de profissionais com deficiência: 5% do quadro funcional, ou seja, 76 colaboradores.

A eficácia da inclusão, porém, não se limita aos números e reflete o cuidado da organização com o desenvolvimento de cada indivíduo por meio de ações em grupo – assim como ocorre nas aulas coletivas dos mais de 330 polos de ensino espalhados por todo o Estado de São Paulo.

A inclusão refere-se a um processo mais amplo que a cota. “É importante verificar os aspectos qualitativos, como respeito e dignidade ao trabalhador”, reforça em constantes palestras o médico e auditor fiscal, José Carlos do Carmo, também conhecido como Dr. Kal, coordenador do projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo (SRTE/SP).
“A empresa deve aproveitar as qualidades e o potencial desse profissional”.

Camila Gasques, funcionária do Guri com baixa visão, ressalta o Guri se preocupa com a adaptação e valoriza as habilidades. “Já tive outras experiências profissionais e aqui é completamente diferente. Temos a possibilidade e o preparo dos colegas para deixar os preconceitos de lado”, disse a assistente de recursos humanos da Amigos do Guri que é cobrada em sua função como os demais colegas da equipe. “Eu não só trabalho em uma organização social, eu faço parte desse grande projeto junto com meus colegas”.

Outro caso de sucesso é de Gabriela Mariana Casatti Burssonaro, auxiliar do Polo Itápolis. A jovem nasceu surda e trabalha desde agosto no Polo Itápolis/SP. “Ela é organizada e desempenha das funções com competência. Ela sabe exatamente o que deve ser feito. Gabriela aprendeu rápido e é muito querida pelos Guris”, disse Rose Hernandes, coordenadora do polo.

 

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Hora do lanche: Gabriela avise que tem pão com carne

A inclusão de Gabriela começou antes mesmo da profissional iniciar o trabalho. “Fizemos uma atividade socioeducativa com os alunos explicando a deficiência e como lidar com a situação”, disse Rose que recebeu a orientação de Maria Cristina Ellero Zuliani, fonoaudiólogo, para tratar do tema. Com curso de Libras, Mariele Correa, educadora de cantora coral, também teve uma função essencial no processo de integração de Gabriele e os Guris.

O respeito à diversidade foi um dos principais benefícios adquiridos com a chegada de Gabriela que, inclusive, criou um sinal para expressar Projeto Guri na linguagem de sinais. Hoje, mesmo sem conseguir falar e ouvir, a jovem consegue estabelecer uma boa comunicação com os alunos e a equipe local.

“O índice de evasão de profissionais no Guri é muito baixo comparado ao mercado de trabalho. Trata-se de uma constatação que pode ser analisada como indicador de que a inclusão ocorre de forma eficaz”, comentou Camila Harada, gerente de Desenvolvimento de Pessoas da Amigos do Guri. “E esse trabalho não teria sucesso se não fosse a atuação das lideranças no processo de inclusão, principalmente dos Gerentes e das equipes Regionais”.

Profissionais com deficiência na Amigos do Guri por Regional Administrativa:

Araçatuba 4
Itapeva 6
Jundiaí 5
Marília 11
Presidente Prudente 10
Ribeirão Preto 5
São Carlos 5
São Paulo 4
Sede 4
São José dos Campos 4
São José do Rio Preto 10
Sorocaba 8
Total 76

Quadros dos deficientes

 

 

 

 

 

 

Profissionais com deficiência na Amigos do Guri por Regional Administrativa:

 

 

Araçatuba

4

Itapeva

6

Jundiaí

5

Marília

11

Presidente Prudente

10

Ribeirão Preto

5

São Carlos

5

São Paulo

4

Sede

4

São José dos Campos

4

São José do Rio Preto

10

Sorocaba

8

Total

76