Vem aí o seminário For All: Juventude e Conexões Musicais


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Seminário FOR ALL: JUVENTUDE E CONEXÕES MUSICAIS será realizado de 25 a 27 de junho de 2018, no Auditório do Masp, em São Paulo/SP

Em uma época de intolerância crescente, nós acreditamos que a música deve ser usada para estabelecer conexões. For All: juventude e conexões musicais mostrará programas e projetos musicais já existentes no Brasil e no exterior, que promovem o empreendedorismo jovem e reconhecem a música como uma importante ferramenta para conectar diferentes estilos musicais, grupos sociais, bagagens culturais e faixas etárias. A participação será aberta ao público, a fim de estimular o debate de ideias e compartilhar iniciativas de sucesso com alunos, educadores, músicos e outros.

O seminário será promovido por duas organizações parceiras: Amigos do Guri é a organização sem fins lucrativos que administra o Projeto Guri, o maior programa sócio-cultural de ensino de música do Brasil, no litoral e interior do Estado de São Paulo. A Jeunesses Musicales International (JMI), fundada na Bélgica em 1945, é a maior ONG musical do mundo, com membros nacionais e associados em 55 países, e sua missão é “capacitar os jovens a se desenvolver através da música além de todos os limites”.  Inscrições encerradas. 

Abertura: 25/6, das 14h

MESAS

Dia 25/6, das 14h30 às 16h – O papel social dos músicos no século 21 Com carreiras já consagradas, alguns músicos foram além do senso comum e conceberam soluções poderosas para abordar problemas sociais relevantes. Como podemos ser inspirados por suas experiências?

Palestrantes:
Laura Hassler é fundadora e diretora da ONG Musicians Without Borders (Músicos sem fronteiras). Ativista desde a juventude em direitos civis dos EUA e movimentos de paz, estudou antropologia cultural e música. Trabalhou para o Comitê de Responsabilidade no Vietnã, na Filadélfia; para a Delegação de Paz Budista Vietnamita de Thich Nhat Hanh, em Paris; e a Fellowship of Reconciliation dos EUA, em Nova York. Fundou uma Escola de Música Mundial e atuou como consultora de diversidade para instituições de artes enquanto ensinava canto e liderava grupos vocais. Laura mobilizou uma grande rede de músicos socialmente conscientes para lançar a Musicians Without Borders, em 1999, uma das organizações pioneiras no uso da música para diminuir diferenças, construir comunidades e curar as feridas de guerra.

Ricardo Castro é gestor e criador do NEOJIBA (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia). O artista, que começou sua carreira aos 5 anos de idade, quando ingressou na Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia, diplomou-se no Conservatório Superior de Música de Genebra, em 1987. Completou seus estudos de piano em Paris com Dominique Merlet. Em 1993, recebeu o primeiro prêmio no prestigioso

Leeds International Piano Competition, na Inglaterra, tornando-se o primeiro vencedor latino-americano do concurso. Em 2003, iniciou uma colaboração em duo com a pianista Maria João Pires. Juntos, fizeram uma série de recitais nas mais importantes salas de concerto da Europa. Desde 1992, dá aulas na Haute École de Musique de Lausanne na Suíça. Em 2013, tornou-se o primeiro brasileiro a receber o Honorary Membership da Royal Philharmonic Society.

Margarete Arroyo (mediação) é doutora e Mestre em Música – Educação Musical pelo Programa de Pós-Graduação em Música da UFRGS. Atuou como docente e pesquisadora na Universidade Federal de Uberlândia, de 1993 a 2010. Foi secretária da Associação Brasileira de Educação Musical, entre 2001 e 2003. É líder do Grupo de Pesquisa Aprendizagens Musicais na Contemporaneidade (CNPq). Desde agosto de 2010, atua como docente na UNESP, Curso de Graduação em Música e Programa de Pós-Graduação em Música.

Dia 25/6, 16h20 às 18h – Novos caminhos para jovens músicos Mesmo com muitas novas ferramentas facilmente acessíveis, alguns jovens músicos ainda pensam em suas carreiras de uma maneira muito tradicional, sonhando com agentes milagrosos que os ajudarão a encontrar um lugar no mainstream. Este painel nos dará algumas informações sobre como as carreiras podem ser gerenciadas de uma forma diferente.

Palestrantes:
Janek Gwizdala nasceu em Londres, mas vive nos Estados Unidos. Baixista e produtor, está no cenário musical internacional há mais de vinte anos, excursionando como líder de banda, trabalhando como diretor musical ou participando das gravações de alguns dos nomes mais respeitados da indústria, entre eles: Randy Brecker, Carlos Santana, Hiram Bullock, Mike Stern, John Mayer, Airto Moreira, Chuck Loeb, Peter Erskine, Flora Purim, Pat Metheny, Billy Cobham, Bob Mintzer, Marcus Miller, Jojo Mayer e Dennis Chambers.

Manu Cavalaro é filha de músicos e iniciou a carreira musical aos oito anos, quando conciliava suas primeiras gravações de jingles comerciais e os estudos de piano erudito, piano popular e canto. Com 11 anos, já se apresentava como cantora em bailes e eventos. Aos 18, ingressou no Conservatório Dramático e Musical de Tatuí- SP, inicialmente estudando piano popular e canto. Atuou com nomes importantes do cenário musical brasileiro, como Paulo Braga, Filó Machado, Itiberê Zwarg e Renato Braz. Cursou Licenciatura em Educação Musical na Universidade Federal de São Carlos, o que possibilitou sua atuação como educadora musical de bebês e crianças em escolas da rede particular de ensino. Em 2016, lançou seu segundo disco, o CD Cantora Não.

Jacques Figueras (mediação) é produtor cultural e músico. Francês, mora no Brasil há 12 anos e já assinou trabalhos com artistas proeminentes como Madeleine Peyroux, Mike Stern, Sumi Jo, Avishai Cohen, Gregory Porter, entre muitos outros. Produziu Song for Maura, um álbum com o renomado saxofonista e clarinetista Paquito D’Rivera e Trio Corrente, que recebeu o Grammy Award em 2013 e o Latin Grammy em 2014, ambos na categoria Melhor Álbum de Jazz Latino. Jacques também fundou o site e o blog O Assunto É Produção, que estimula o interesse pela produção e gestão da carreira, tornando-se uma referência para a nova geração de músicos e produtores brasileiros.

Dia 26/6, das 9h às 10h30 – Música contra a segregação A segregação é o componente principal em muitas das ficções distópicas do século 21, provavelmente por ser uma das mais terríveis representações da injustiça. Como a música pode ser usada para quebrar os limites do preconceito e levar as pessoas a entender aqueles de quem têm medo?

Palestrantes:
Carlinhos Antunes, cantor, compositor, arranjador e instrumentista. Possui 24 trabalhos publicados entre CDs, DVDs e documentários, frutos de suas andanças por 45 países reunindo músicos e instrumentos diversos.  Atualmente, é diretor da Orquestra Mundana Refugi, que reúne 21 músicos de diversas partes do mundo – a maioria refugiados e imigrantes – e gravou um documentário que será lançado ainda em 2018. Sua atuação na Orquestra recebeu a chancela da Alto Comissariado da ONU para refugiados.

Cris Lopes, fundadora do Cidadãos Cantantes, coro com pessoas em situação de sofrimento mental que existe há mais de 20 anos e se apresenta regularmente na cidade de São Paulo. O coro ganhou o Prêmio Loucos pela Diversidade, do MINC. Psicóloga sanitarista, com formação em Psicanálise Infantil, é pesquisadora do Instituto de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo em projetos de Inovação Social. É também docente e consultora para políticas públicas de potencialização em proposições de interface entre saúde, cultura, educação, arte e direitos humanos.

Helena Isaksson Baeck é uma das fundadoras do Songlines Sweden (vinculado à Jeunesses Musicales), projeto que oferece aos jovens refugiados na Suécia acesso a atividades musicais. Em 2015, quando a Suécia recebeu 35 mil crianças desacompanhadas de 81 países, a cineasta e jornalista especializada em direitos humanos largou a câmera para trabalhar com crianças e jovens. A organização sueca trabalha com coros, orquestras, bandas, escolas de música e festivais em todo o país, estimulando os jovens a se expressar através da música.

Julio Maluf é bacharel e Mestre em Música pela UNESP – Universidade Estadual Paulista. Atua como Regente do Coral Cênico Cidadãos Cantantes desde 1996 e é professor de música na Escola Municipal de Iniciação Artística de São Paulo (EMIA) e na ETEC de Artes de SP.

Alexandre Matias (mediação) cobre a área de cultura há 20 anos e colaborou com os principais veículos de comunicação no Brasil. Sua produção está centralizada no site Trabalho Sujo e atua como tradutor, DJ, produtor de festas e palestrante. É curador musical do Centro Cultural São Paulo e do Espaço Cultural Centro da Terra. Faz parte do conselho consultivo da Semana Internacional da Música de São Paulo, do júri de música popular da Associação Paulista de Críticos de Arte e presta consultoria para o Prêmio Multishow de Música Brasileira.

Dia 26/6, das 10h50 às 12h30 – Música e autonomia para crianças e jovens É muito difundida a ideia de que “o aprendizado musical é essencial para o desenvolvimento de habilidades sociais em crianças e adolescentes”. Mas também sabemos que a música pode ser ensinada de uma maneira massacrante, repetindo os mesmos erros da educação formal. Nesta mesa, serão discutidas formas de desenvolver um senso de autonomia durante o processo de ensino e aprendizagem musical.

Palestrantes:
Carlos Kater é educador, musicólogo e compositor. Doutor pela Universidade de Paris IV – Sorbonne, com pós-doutorado pela mesma instituição, é professor titular da Universidade Federal de Minas Gerais e diretor do Centro de Pesquisa em Música Contemporânea, Centro de Apoio à Pesquisa e Pós-Graduação da mesma instituição. É um dos criadores do “Música na Escola”, projeto pioneiro que foi implementado com sucesso em mais de 4 mil escolas públicas do Estado de Minas Gerais. De 2001 até o presente, coordena e assessora projetos similares em diversas regiões, atuando como consultor ad hoc de instituições reconhecidas (FAPESP, CNPq, CAPES, MEC, etc.).

Maria Varvarigou concluiu seu doutorado em Educação Musical no Instituto de Educação (Universidade de Londres, Reino Unido) como bolsista da Fundação A. S. Onassis; fez mestrado em Performance (canto) na Universidade de York, Reino Unido, e é bacharel em Música pela Universidade Ionian (Corfu, Grécia). Suas principais áreas de interesse incluem música para saúde e bem-estar; brincadeiras e práticas de performance da música vernacular; ensino e aprendizagem eficazes no ensino superior e profissional; criação musical intergeracional; e educação de regência coral. No Reino Unido, é professora sênior de música na Canterbury Christchurch University, pesquisadora sênior do Centro de Artes e Saúde Sidney de Haan e pesquisadora honorária do Instituto de Educação UCL da Universidade de Londres.

Flávia Narita (mediação) é Vice-Chefe do Departamento de Música da Universidade de Brasília (UnB). Docente desde 2006, foi Coordenadora do curso de Licenciatura em Música – Diurno (2015 a 2018) e do curso de Música: Licenciatura UAB/UnB (2007 a 2010). Foi bolsista CAPES – Doutorado no Exterior (2010 a 2014), sob orientação da Prof. Lucy Green no Institute of Education, University College, London. Possui graduação em Música (Licenciatura) pela ECA-USP e mestrado em Educação Musical (área: sociologia da Educação Musical), pelo Institute of Education, University College, London, também sob orientação da Prof. Lucy Green. Foi membro da Diretoria da ABEM – Associação Brasileira de Educação Musical. Desde 2017 é membro do Grupo de Pesquisa sobre Aprendizagens musicais na contemporaneidade – APREMUS (CNPq).

Dia 26/6, das 14h às 15h30 – Composição coletiva e improvisação em orquestras Uma orquestra ainda é o estereótipo de tradição quando se trata de música. Mas alguns instrumentistas clássicos desenvolveram metodologias criativas para subverter as expectativas hierárquicas da “velha escola”. Neste painel, veremos alguns resultados práticos da interação entre músicos convidados, compositores muito jovens e uma orquestra jovem do Projeto Guri.

Palestrantes:
Filipe Sousa é um pianista português, compositor e formador com experiência em vários contextos sociais no Reino Unido e em todo o mundo. É formado em arquitetura, estudou piano, canto e composição em Portugal e mudou-se para Londres em 2008, onde recebeu um MMus em Leadership da Escola de Música e Drama de Guildhall, da qual se tornou um associado. Fundou a Quest Ensemble, um trio de piano clássico contemporâneo que cria a sua própria música. Atualmente, leciona no Conservatório de Música e Dança Trinity Laban e na Escola de Música e Teatro de Guildhall, em Londres. }

Jon Deak é o representante do programa Very Young Composers (compositores muito jovens) da Filarmônica de Nova York e, sob sua liderança, a orquestra realizou as estreias mundiais de 86 obras escritas e orquestradas por crianças menores de 13 anos de idade. Fundado em 1995, este premiado programa também foi expandido para o âmbito internacional. Nele, crianças de escola pública, entre 9 e 13 anos, compuseram e orquestraram suas próprias músicas para a Filarmônica de Nova York, a Sinfônica do Colorado e outros grupos nos EUA e em outros países.  Também um instrumentista proeminente, Jon Deak foi o principal baixista da Filarmônica de Nova York por muitos anos. Como compositor, escreveu mais de 300 obras que foram interpretadas por orquestras como a Sinfônica de Chicago, a National Symphony Orchestra e a Filarmônica de Nova York.

Wojciech Walczak se formou pela Academia de Música Fryderyk Chopin, em Varsóvia, e pela Universidade Tecnológica de Varsóvia. Hoje, trabalha na Escola de Música e Teatro de Guildhall e na Orquestra Filarmônica. Desde 2012, é diretor da Orquestra Juvenil Polonesa LYO, onde também lidera oficinas de improvisação e composição. Em 2012, foi eleito presidente da JM Poland. Desde 2013, é membro do conselho e, em 2015, tornou-se secretário do Conselho de Música Polonês.

João Luiz Sampaio (mediação) é jornalista e crítico musical, editor-executivo da Revista Concerto e crítico do jornal “O Estado de S. Paulo”, onde foi editor-assistente dos cadernos Cultura, Sabático e Caderno 2 e onde mantém um blog dedicado à música clássica e à ópera desde 2008. Realizou coberturas em todo o Brasil e na América Latina, Estados Unidos, Europa, Ásia e Oriente Médio. É autor, entre outros livros, de “Ópera à Brasileira”, “Antonio Meneses: Arquitetura da Emoção ” e “Guiomar Novaes do Brasil”.

Dia 26/6, das 15h50 às 17h30 – Programas de ensino musical para o desenvolvimento da juventude Não se trata apenas de educar virtuoses, mas também de preparar músicos para a vida. Neste painel, conheceremos dois programas de ensino de música profundamente preocupados com o desenvolvimento humano de uma nova geração de músicos.

Palestrantes:
Jacqueline Jove é uma violinista cubano-americana que concilia a carreira de intérprete com a de educadora musical. Desde o seu concerto de estreia, aos 14 anos, atua como solista convidada e em concertos de câmara por todo o mundo. Uma apaixonada defensora das artes, Jacqueline foi selecionada pela Orquestra das Américas como Líder Global 2016-17. Como educadora, ocupa o cargo de Diretora de Educação da Organização Sphinx Music, cuja missão é transformar vidas por meio do poder da diversidade nas artes. Nessa função, ela supervisiona a Sphinx Performance Academy, em parceria com o Instituto de Música de Cleveland e o Curtis Institute of Music, além de 12 programas de violino em escolas espalhados por Flint, em Detroit.

Juan Fernando Giraldo Lopera é o diretor executivo da Red de Escuelas de Música de Medellín, um programa criado há 20 anos que anualmente oferece cursos gratuitos de música para milhares de estudantes na Colômbia. Formado em música com ênfase em saxofone da EAFIT University, Juan Fernando ganhou o primeiro lugar na competição nacional de saxofone Selmer Paris-Philippe Portejoie, em 2005, e uma bolsa de estudos da embaixada francesa para um curso avançado de dois meses com o maestro Philippe Portejoie no Conservatório Nacional da Região de Paris (CNR). Juntamente com Andrés Posada, criou o projeto “Canto a cidade da festa”, um projeto conjunto com a Big Band Eafit, a Escola de Música de Medellín e a Prefeitura de Medellín.

Nelson Rubens Kunze (mediação) é graduado em engenharia e música. Realizou cursos de extensão em Música e Comunicações na Universidade de Artes de Berlim, Alemanha. É fundador e diretor da Revista Concerto. Foi membro do Conselho Deliberativo da Orquestra Sinfônica da USP (2001-2005) e membro do Conselho de Administração da OS Associação dos Amigos do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim (2006-2007).

Dia 27/6, das 9h às 10h30 – Música para jovens em privação de liberdade O que significa ser privado de sua liberdade quando se é apenas um adolescente? Quão difícil pode ser encontrar o caminho de volta à sociedade civil quando você é visto como um “jovem que infringiu a lei”? A música pode ajudar crianças, adolescentes e jovens a recuperar a confiança em um futuro possível, como veremos em duas iniciativas diferentes que serão discutidas neste painel.

Palestrantes:
Claudia Izabel de Siqueira Cesar Souto é pedagoga e pós-graduada em Educação Musical pela Faculdade Cantareira, em São Paulo/SP. Coralista e monitora no Coro Cênico da UNIFESP desde 2013, participou de vários espetáculos musicais realizados pela Organização. Atua como supervisora educacional na Amigos do Guri desde 2012, acompanhando aulas de canto coral em Polos do litoral do Estado de São Paulo, Vale do Ribeira e Fundação CASA.

Cristina Kaizer é bacharel em piano, composição e regência, além de pedagoga e Mestre em Educação. Atuou por dez anos no cargo de Supervisora Geral do Departamento de Música da Secretaria Municipal de Educação da cidade de São Paulo. Atualmente, é educadora musical do Projeto Guri, atuando na Fundação Casa, Polo Rio Nilo, há sete anos.

Gayighayi Mathews Mfune é diretor da Music Crossroads Malawi e do projeto Young In Prison, presidente do Conselho do Sindicato de Músicos do Malawi, curador da Fundação de Artes e Cultura, Coordenador de Implementação do Projeto Malawi Folk Song.  Possui Pós-Graduação em Museus e Patrimônio pela Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul e é bacharel em Humanidades da Educação pela Universidade do Malawi. Participou e recebeu vários certificados em cultura e gestão de projetos.

Fábio Silvestre da Silva (mediação) é psicólogo, com mestrado na USP e especialização em Psicologia do Esporte pelo Instituto Sedes Sapientiae. Atuou na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e na Coordenação de Políticas para Criança e Adolescente da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo. É autor do livro Futebol Libertário: um jeito novo de jogar na medida. É co-fundador do Projeto Afeto na Lata e gerente de Projetos da Fundação CSN, Supervisor em Serviços de Medidas Socioeducativa em Meio Aberto, docente no curso de pós-graduação no Sedes Sapientiae, docente de graduação em psicologia na Universidade Anhanguera e bolsista da Universidade Brasil.

Dia 27/6, das 10h50 às 12h30 – Música e identidade cultural A música é uma linguagem e, por isso, carrega fortes afirmações culturais. Neste painel, veremos como duas mulheres diferentes e corajosas usam a música para defender suas tradições, lembrando-nos da complexidade da própria cultura brasileira.

Palestrantes:
Beth Beli, nascida na periferia de São Paulo, foi criada por um pai militar que dizia que ela tinha que lutar para “ser alguém na vida”. Beth só entendeu o que ele queria dizer quando seu mundo começou a se expandir para outras regiões. Em uma sociedade com profundas raízes racistas, a garota negra tinha que provar que poderia ir mais longe. E ela escolheu os tambores como instrumentos de luta. Estudante de escola militar em sua juventude, ela hoje lidera um “exército” diferente. Mais de 300 mulheres esperam seus sinais para ecoar os sons de agogôs, xequerés, grandes tambores e djembes: ela comanda o grupo afro Ilú Obá de Min – nome ioruba que significa “mãos femininas que tocam tambor para Xangô”. Elas defendem o empoderamento das mulheres, a força da cultura de matriz africana e o direito de ocupar os espaços públicos.

Djuena Tikuna, cujo nome significa “a onça que pula no rio”, nasceu na terra indígena Tikuna Umariaçu, no Amazonas, na fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. Já se apresentou em diversos shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Recentemente, participou da campanha musical “ Demarcação Já “ao lado de estrelas da MPB como Chico César, Gilberto Gil, Maria Betânia e Ney Matogrosso. Autora de mais de 20 composições, é a primeira cantora e compositora indígena da Amazônia a conquistar a cena musical cantando na língua de seu povo, Magüta. Suas letras falam de resistência cultural, identidade indígena, rituais e ameaças aos direitos indígenas.

Magda Pucci (mediação) é musicista (arranjadora, compositora e intérprete), além de pesquisadora da música de vários povos há mais de 20 anos. É graduada em regência pela ECA-USP, mestre em antropologia pela PUC-SP e Doutora em Performance and Creative Arts pela Universidade de Leiden, na Holanda. Dirige e produz o Mawaca, grupo que recria músicas de diferentes tradições do mundo, tendo já realizado turnês na Espanha, Alemanha, China, Portugal, Bolívia, Grécia e França.

Shows
Dia 25/6, às 20h30, concerto com Janek Gwizdala, Salomão Soares e Edu Ribeiro no auditório do Masp. Os ingressos deverão ser retirados com 1 hora de antecedência.

Dia 26/6, às 18h, show com integrantes do Ethno Brazil, no Vão Livre do Masp. Sobre o Ethno Brazil: Entre 17 e 27 de junho de 2018, jovens músicos de todo o mundo se encontrarão em uma fazenda no interior de São Paulo. Durante 10 dias, eles participarão da primeira edição do Ethno Brazil. Ethno é um programa da Jeunesses Musicales International para world music e música tradicional. Fundado em 1990, destina-se a jovens músicos (de 13 – 30 anos) com a missão de reviver e manter viva a herança cultural global. No centro do Ethno está uma abordagem de aprendizado democrática, pela qual os jovens ensinam uns aos outros a música de seus países e culturas. O festival oferece uma oportunidade única para jovens de todo o mundo se conectarem através da música a partir de conceitos como respeito, generosidade e abertura.