Seminário Interinstitucional de Educação Musical Inclusiva é organizado pelo Guri de SJC


Seminário Interinstitucional de Educação Musical Inclusiva

A primeira edição do SIEMI – Seminário Interinstitucional de Educação Musical Inclusiva foi promovida pela regional administrativa do Projeto Guri em São José dos Campos. O evento gratuito ocorreu no dia 20 de maio, na Unitau (em Taubaté/SP) e reuniu 80 representantes de diversos setores.

“A ideia surgiu após solicitações das equipes dos polos de ensino sobre um momento no qual pudéssemos discutir práticas de inclusão na educação musical”, explicou Marina Souza, gerente regional de São José dos Campos.

Além de profissionais da Amigos do Guri – gestora de polos do Projeto Guri no interior, litoral e Fundação CASA – participaram do evento representantes da rede municipal de ensino de Taubaté (cidade sede do evento), professores da Unitatu e parceiros do Projeto Pemsa, Instituto Verdescola, Prefeitura de Caraguatatuba e Solar Social. No período de 6 horas, os participantes tiveram a oportunidade de compartilhar relatos sobre boas práticas de inclusão na educação musical.

O evento iniciou com relatos do professor Fernando Geraci, deficiente visual e profissional da rede de ensino de música de Taubaté, que fez contou sua trajetória como músico e educador. Os desafios e estratégias em aula foram discutidos em uma mesa formada por sete profissionais. Cinco representantes do Projeto Guri: os educadores Talita Moura (Polo Lorena); Denis Miranda e Mariane Soares da Silva (ambos Polo Regional São José dos Campos) e Henrique Tavares (Polo Areias), Ronan Dias (Polo Lagoinha); o supervisor educacional Alexandre Guilherme Silva; e a supervisora de desenvolvimento social Gisele Lopes. Também participaram duas professoras da Unitau: Camila Pimentel e Luciana Rocha Guimarães. O seminário deve ser realizado anualmente, fomentando a discussão de boas práticas em inclusão musical.

Depoimentos:

“Para mim foi enriquecedor, cada depoimento, cada trabalho desenvolvido. É esperançoso observar que todos (coordenadores, educadores, auxiliares e demais funcionários do Projeto Guri), estão saindo da zona de conforto, enfrentando também seus medos, dificuldades e preconceitos, e colocando a inclusão como um desafio a ser encarado de forma educacional, social e comportamental. Foram essenciais as palavras da supervisora Gisele, que nos fez refletir a inclusão não é só para os alunos com deficiências físicas ou intelectuais, mas também a inclusão social e comportamental. Incluir o aluno que tem problema de comportamento na escola, o que acaba de sair da Fundação CASA e precisa de apoio no cumprimento da medida socioeducativa… inclusão não só do aluno, mas também das famílias, criando vínculos que possibilitem o acompanhamento em situação de vulnerabilidade”, declarou Ana Carolina Rosa, coordenadora do Polo Lorena.

“No seminário, tive a oportunidade de relatar minha experiência com educação musical inclusiva, levando jogos musicais e recursos lúdicos para uma aprendizagem ativa. Os especialistas convidados contribuíram muito para a minha formação como docente, trazendo experiências riquíssimas para aprimorar a prática pedagógica. O seminário foi fantástico, com um olhar humanístico e organizado. Estou muito orgulhosa, feliz e grata por participar desse evento”, contou Talita Moura, educadora de sopro do Polo de Lorena.

“Espero que, de alguma forma, possa ter contribuído para a sensibilização de uma prática mais inclusiva, com olhar nas possibilidades e nos caminhos que podemos trilhar direta ou indiretamente.  Saio um ser humano diferente… Um ser humano que experienciou, nesse momento histórico que vivemos, um repensar dialético sobre a prática. E por isso só posso agradecer”, disse Camila Pimentel, professora da Unitau.

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