Dia da Música marca início das ações do programa Guri Participativo


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No mundo inteiro, o dia 24 de junho é tra­dicionalmente celebrado como Dia da Mú­sica. Neste ano, o Projeto Guri – maior programa sociocultural brasileiro, mantido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo – também vai comemorar a data.

A proposta abrangente dá início às atividades do Guri Participativo, um programa criado para estimular a autonomia e a participação ativa de alunos e alunas do Projeto Guri. A intenção é dar voz a crianças, adolescentes e jovens – incentivando o exercício da cidadania e a livre expressão.

Para o Dia da Música, estudantes dos mais de 300 polos de ensino, espalhados por todo o Estado de São Paulo, deverão realizar um projeto que tenha sido elaborado por eles, com apoio das equipes. “Propusemos aos alunos e alunas o desafio de pensar em alguma atividade que acontecesse fora do polo de ensino, em outros espaços da cidade, convidando a população a celebrar este dia de uma forma mais interativa”, comenta Alessandra Costa, Diretora Executiva da Amigos do Guri.

Como a efeméride cairá em um sábado, a ideia é que as comunidades locais também participem da festa. Os eventos elaborados pelos estudantes irão ocorrer fora da sala de aula, em diversos espaços de suas cidades, tais como praças, quadras de escolas, coretos, par­ques públicos etc. Todas as atrações são gratuitas e abertas ao público em geral (com exceção das apresentações realizadas nas unidades da Fundação CASA).

Os formatos para as atividades são os mais variados. Haverá saraus, piqueniques musicais, gincanas, show de talentos, jogos, festas etc. Entre os destaques, iniciativas como a que ocorrerá em Itanhaém, onde os guris farão um piquenique na praia, com roda de música e participação da comunidade. Outro programa que deve mobilizar a população ocorre em Itápolis. No município, as comemorações do Dia da Música querem reviver a tradição das modas de viola. No calçadão da Rua Barão de Rio Branco, um grupo de violeiros da terceira idade irá se apresentar ao lado dos nossos alunos e alunas de violão, percussão e canto. Quem estiver passando pelo local, também será convidado a entrar na roda e participar.

A proposta de fomentar a participação dos jovens não se encerra com o Dia da Música. Ambicioso, esse novo eixo pedagógico marca uma nova etapa do Projeto Guri. Com 22 anos de história – foi criado em 1995 – e mais de 650 mil alunos atendidos nesse período, o Guri avalia ter atingido sua maturidade. Esse seria, portanto, o momento ideal para, mantendo o que já foi conquistado, dar um passo adiante em sua missão, que é promover o desenvolvimento humano das gerações em formação por meio da música.

Com o Guri Participativo, os espaços de atuação dos estudantes devem ser ampliados também dentro das salas de aula. No projeto piloto, que será posto em prática no segundo semestre, alunos e alunas terão um tempo reservado de 15 minutos por mês para liderar atividades musicais em sala de aula. As atividades serão de livre escolha. Aos educadores, caberá estimulá-los a criar os projetos que serão apresentados, oferecendo apoio para estruturá-los, bem como organizar uma agenda para a apresentação de suas propostas.

Após a avaliação da experiência por parte dos alunos e educadores, o formato poderá ser mantido, aperfeiçoado ou alterado. “Esperamos que os alunos, ao serem incentivados a participar, tomem consciência do processo de construção de seu conhecimento, de sua atuação em sala de aula, tanto em relação aos seus colegas quanto em relação à sua própria vida, desenvolvendo a autonomia, o respeito e a cidadania”, comenta Claudia Freixedas, Diretora Educacional da Amigos do Guri. “Em relação aos educadores, a expectativa é de que percebam as riquezas de experiências e saberes da cada aluno em sua singularidade, buscando reformulações constantes na prática docente.”

Importante tema de discussão na sociedade atual, o protagonismo infantojuvenil está no horizonte do Guri Participativo. A ideia é colocar o jovem como elemento central da prática educativa, buscando um formato em que crianças e adolescentes possam exercitar questões cruciais para a cidadania, tais como o compromisso, a responsabilidade e a liberdade.

Uma segunda etapa prevê ainda a criação de instâncias institucionais para a participação de alunos e alunas na definição das políticas do Projeto. O intuito é estabelecer um canal efetivo de interlocução entre a organização, seu público alvo e as comunidades onde atua. Dessa forma, seria possível repensar algumas práticas, aproximando-as dos desejos e necessidades de alunos e alunas de diferentes faixas etárias.

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